quarta-feira, 9 de junho de 2010

Inaugurado primeiro hotel feito de lixo


O primeiro hotel feito inteiramente de lixo foi inaugurado, na semana passada, no centro de Roma, na Itália. Para construí-lo, foram utilizados 12 mil quilos de objetos retirados da praia romana de Capocotta. O mais incrível é que essa quantidade de lixo é jogada, anualmente, em cada três quilômetros quadrados de praia na Europa.

A ação faz parte do projeto Corona Save the Beach – da marca de cerveja de mesmo nome –, que procura conscientizar as pessoas sobre a poluição do litoral europeu. A mensagem sobre a construção do hotel é: “Esse será o futuro dos nossos feriados se não fizermos nada para preservar nossas praias”. A partir de agora, a praia mais votada durante o ano pelo site da iniciativa será a próxima a ser limpa.

No mês de março deste ano, uma outra marca de cerveja também promovia a limpeza das praias da Barra em Salvador (Leia o post Global Garbage e os vestígios da folia).

Será que estamos presenciando uma espécie de “zeightgeist” (do alemão, o espírito do tempo) da indústria cervejeira preocupada com o litoral? Será que isso tem a ver com o fato de que as praias são um dos ambientes que mais convidam as pessoas ao consumo de álcool e, portanto, precisam ser preservadas por quem vende as bebidas alcoólicas?

Seja como for, iniciativas como essas têm trazido um enorme volume de lixo à tona e servem para a gente refletir sobre o que temos feito com nossos mares.

fonte: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/inaugurado-primeiro-hotel-feito-de-lixo/

Mães celíacas não tratadas podem ter filhos prematuros e com menor peso

Em um novo estudo publicado por pesquisadores dinamarqueses constatou-se que mulheres celíacas que não aderem à dieta sem glúten tem uma probabilidade significativamente maior de terem filhos prematuros ou com o peso abaixo do esperado no momento do nascimento.

-maesceliacas

O estudo, conduzido por pesquisadores das Universidades de Arhus (Dinamarca), Cork (Dinamarca) e Manchester (Reino Unido) envolveu a análise do peso no nascimento e tempo de gestação de mais de 1400 bebês nascidos de mães celíacas no período entre 1979 e 2004. Destes, 1105 bebês nasceram de mães diagnosticadas com a doença celíaca há mais de 90 dias antes do início da gestação (consideradas pelos autores como ‘tratadas’, ou seja, teoricamente seguindo a dieta sem glúten), e 346 bebês nasceram de mães as quais foram diagnosticas com a doença celíaca apenas após o nascimento de seus filhos (consideradas como ‘celíacas não tratadas’ durante a gestação).

Os pesquisadores verificaram que, no caso de mães celíacas não tratadas (ou seja, que não haviam sido dignosticadas previamente à gestação), o peso dos bebês no momento do nascimento foi significamente menor do que o peso de crianças nascidas de mães não celíacas, mesmo daquelas com o mesmo tempo de gestação. Em média, o peso das crianças de mães não tratadas foi cerca de 100g mais baixo. Além disso, a probabilidade de parto prematuro também foi maior no caso das mães celíacas não tratadas.

Por outro lado, os autores não encontraram nenhuma diferença entre o peso e tempo de gestação de recém nascidos de mães não celíacas e o peso e tempo de gestação de recém nascidos de mães celíacas que já haviam sido diagnosticadas antes da gravidez. A partir destes resultados os pesquisadores sugerem que a adoção da dieta sem glúten parece ser capaz de reverter os efeitos da doença celíaca no peso final e tempo de gestação do feto. Além disso, a pesquisa mostra a importância do diagnóstico precoce da doença e da adoção da dieta sem glúten.

fonte: http://www.vidasemglutenealergias.com/maes-celiacas-nao-tratadas-podem-ter-filhos-prematuros-e-com-menor-peso/827/

terça-feira, 8 de junho de 2010

Alimentação equilibrada para diabéticos

Para que sua glicemia se mantenha equilibrada, o adequado é:

Composição adequada da dieta alimentar

Carboidratos (pães, arroz, trigo, batata, aipim, milho, frutas): 50 a 60 % de baixo IG (índice glicêmico) = 190 g

Fibras(vegetais, frutas e cereais integrais): 20 a 35 g

Proteínas: 0,8 a 1 g/kg/peso = 75 g (peixe: 2 x semana + soja)

Gorduras : 20 a 30% saturados até 7% = 10 g (carnes)
monoinsaturados 20% = 30 g (azeite oliva, nozes) polinsaturados 10% = 15 g (margarina, óleo vegetal)

- Consumir alimentos integrais, que sejam fonte de fibras, pois as fibras servirão de substrato energético para as bactérias que povoam a flora intestinal, além de acelerar o trânsito do bolo fecal bem como fornecer fonte de amido resistente: arroz integral ou parboilizado, aveia em flocos, trigo integral, centeio, cevadinha, quínua.

- Usar diariamente 1 colher de sopa de farelo de aveia, pois este farelo contém beta glucana, uma fibra que gelatiniza no intestino absorvendo açúcar e gordura, deixando o transito mais lento, além de alimentar a flora intestinal.

- Incluir alimentos fonte de gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas, ricos em ácidos graxos essenciais como ômega 3, 6, 7 e 9. Estes ácidos exercem atividade antiinflamatória, melhoram a fluidez das membranas celulares e auxiliam a reduzir o colesterol.

- azeite de oliva extra virgem: 1 a 2 colheres de sopa ao dia

- sementes de linhaça, girassol e gergelim : a semente de linhaça deve ser moída e pode ser usada 1 a 2 colheres de sopa ao dia

- oleaginosas (nozes, castanha de caju, castanha do Pará, amêndoas), ricas em vitaminas e minerais, oferecem baixo IG podendo ser usadas junto às frutas nos intervalos das refeições

- peixes de água salgada, salmão, atum, bacalhau, sardinha

- reduzir consumo de gorduras saturadas e trans (biscoitos, frituras, pratos prontos)
- Consumir vegetais de cores variadas (4 a 5 variedades por dia) que serão fonte de fibras, minerais, vitaminas e fitoquímicos.

- Consumir frutas, preferencialmente de baixo índice glicemico(IG) como :maçã, melão, pêra, ameixa, bergamota, laranja, lima, pêssego. Quando comer as frutas de maior IG como : banana, manga, figo, mamão, uva e esta for num intervalo inclua 2 a 3 castanhas do Pará ou 4 nozes.

- Aumentar o consumo de vegetais verde escuros ( agrião, brócolis, couve, couve-flor, repolho, rúcula, nabo) que servirão como prebióticos (alimentam as bactérias probióticas), além de reduzir índice glicêmico dos carboidratos ingeridos, aumentando assim a saciedade – comer no mínimo 1 xícara por dia cru ou cozido no vapor, picado e sem vinagre

- Variar o consumo de proteína, variando a qualidade, alternando gado, peixe, frango, porco, peru, ingerindo também proteínas de origem vegetal como a soja, o feijão, a ervilha, a lentilha e o grão de bico.

- Incluir o consumo de ervas e especiarias para fornecer substâncias antioxidantes, destacando a ação antibacteriana e antifúngica de algumas espécies como alecrim, orégano, curry, gengibre, canela.

- Melhorar a hidratação, aumentando o consumo de água, chás de ervas e reduzir o consumo de café. O consumo de líquidos durante as refeições pode causar plenitude gástrica e flatulência(máximo de 200 ml 30 min antes e 1:30 h após a refeição)

- Incluir o consumo de abacate, por aumentar a produção de glutationa (antioxidante), pode preservar a glutamina que é nutriente essencial para os enterócitos (células do intestino).

- Evitar o consumo de laticínios: leite, queijos, requeijão, molho branco, manteiga, nata, pois estes alimentos são bastante alergênicos, contém gordura trans e são facilmente oxidados.

- Evitar os embutidos como salsicha, lingüiça e salsichão, que contém muito sódio e componentes tóxicos.

NÃO FICAR MAIS DO QUE 3 HORAS SEM COMER

sábado, 5 de junho de 2010



PUDIM DE LEITE DE CÔCO SEM LACTOSE

(Receita enviada por Raquel Benati)
6 ovos
2 vidros de leite de côco (400 ml)
2 xíc de açúcar
1 pitada de sal
MODO DE PREPARAR:
Bata tudo no liquidificador (coe as gemas para tirar a pele), despeje numa forma de pudim pequena (cerca de 20 cm de diâmetro), caramelada e asse em banho-maria por uma hora, em forno médio. Desenforme depois de gelado (esquente alguns segundos na trempe do fogão para amolecer a calda).

SORVETE DE BANANA SEM LACTOSE
2 xíc de leite de soja(tipo Ades)
2 bananas nanica grandes
1/2 xíc de açúcar
1 c de chá de essência de baunilha
1 c de chá de emustab
MODO DE PREPARAR:
Bata todos os ingredientes no liquidificador até a mistura ficar cremosa.
Para fazer sorvete, coloque a mistura num pote com tampa e leve ao freezer, após 2 horas bata a mistura na batedeira e leve ao freezer novamente, repita a operação 2 horas depois.Se achar necessário repita a operação mais vezes.
DICA: Para fazer picolé cremoso coloque a mistura em forminhas apropriadas e leve ao freezer.

TORTA PRESTÍGIO (com lactose)
CREME BRANCO:
1 lata de leite condensado
2 latas medidas de leite de vaca
2 CS de maizena
100g de côco ralado
MODO DE PREPARAR O CREME BRANCO:Leve ao fogo o leite condensado e o leite de vaca com o amido dissolvido nele e faça um creme. Desligue e acrescente o coco, despejando num refratário para esfriar enquanto faz a cobertura.
COBERTURA:
1 lata de creme de leite sem soro
1 CS de margarina
4 colheres de sopa de achocolatado de boa qualidade
MODO DE PREPARAR A COBERTURA: Leve ao fogo, bem baixinho, o creme de leite misturado ao achocolatado e coloque a margarina. Mexa até dissolver a margarina por completo (não tem problema se começar a levantar fervura). Despeje sobre o creme branco. Espere esfriar e leve à geladeira. (Deve ser feita de véspera para obter melhor consistência).

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Alimentação vegetariana substitui remédio na redução do colesterol

Estudo da Associação Médica Americana revela que uma dieta pobre em gordura animal tem praticamenteo mesmo resultado da medicação


A famosa dieta vegetariana, rica em fibras e livre de qualquer tipo de gordura animal, reduz de forma significativa o nível de colesterol ruim (LDL) no sangue. Pesquisa publicada no Jornal da Associação Médica Americana (Jama) revelou que esse tipo de alimentação é capaz de diminuir a taxa de LDL com praticamente a mesma eficácia de algumas estatinas, medicamentos utilizados para controlar quantidades elevadas da substância.
Segundo o estudo, a redução do colesterol entre as pessoas vegetarianas foi de 29%, enquanto que os pacientes que usaram o remédio conseguiram uma diminuição de 31%.

Em um terceiro grupo, que aderiu a uma dieta com pouca quantidade de gordura, a taxa decresceu apenas 8%.

"O resultado obtido pelos vegetarianos é explicado pela forte presença de frutas, legumes e verduras na dieta (ricos em antioxidantes) e pela ausência de gordura animal", afirma o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração (HCor). Segundo o médico, a placa de gordura só se deposita na parede das artérias quando o LDL é oxidado. "Por isso é tão importante consumir substâncias antioxidantes", diz. Levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 20 cidades, incluindo São Paulo, constatou que 40% da população tem nível de colesterol entre 200 e 240 miligramas por decilitro. O ideal é não ultrapassar 200mg/dl. "Apesar de estar acima do recomendado, esse percentual de brasileiros é o que mais pode se beneficiar da dieta como tratamento", garante Marcus Bolivar Malachias, coordenador do Selo SBC/Funcor de Qualidade de Alimentos.Segundo ele, uma alimentação controlada é capaz de reduzir pelo menos 30% do colesterol, pois o restante é produzido pelo fígado. Mas, de acordo com Magnoni, apesar do bom resultado do estudo americano em relação à dieta, as pessoas não devem deixar de comer carne de uma hora para outra sem substituir por outra fonte de proteína.

O nutricionista George Guimarães, da Nutriveg Consultoria, explica que o vegetarianismo causa problemas ao organismo apenas quando mal usado. "Não existe nada de tão essencial à saúde humana que não possa ser encontrado nos vegetais. É só saber quanto deve ser consumido", garante.

Os vegetarianos são divididos em três categorias: os ovo-lacto-vegetarianos, que consomem ovos e laticínios; os lacto-vegetarianos, que ingerem laticínios e os vegetarianos puros, que não comem qualquer produto de origem animal, inclusive mel. Para o nutricionista, é possível substituir a proteína da carne com produtos à base de soja. "Os vegetarianos precisam ficar atentos para o consumo adequado de ferro, vitamina B12 e cálcio, nutrientes que estão presentes nos alimentos de origem animal", conclui.’’

fonte: Diário de São Paulo

fonte: http://regibg.blogspot.com/2009/03/21-motivos-para-ser-vegetariano.html

BOLO DE BANANA CARAMELADA (sem glúten)


*COBERTURA:
1/2 xíc de açúcar
1/4 de xíc de água
06 bananas-nanicas maduras firmes, cortadas ao meio no sentido do comprimento
Margarina vegetal para untar a fôrma.

*MASSA:
4 ovos (claras e gemas separadas)
2 xíc de açúcar
1 tablete de margarina vegetal (100g)
2 xíc de creme de arroz
1/2 xíc de maisena
1 CS de fermento em pó
1 xíc de leite

*MODO DE PREPARAR:
Unte uma fôrma de 25 ou 30cm de diâmetro com margarina e derreta o açúcar na própria fôrma, mexendo sempre até caramelar.
Junte a água aos poucos para o caramelo ficar mais fino e ferva por alguns minutos.
Arrume as bananas lado a lado, no fundo da fôrma com a parte cortada em contato com o caramelo, sem deixar espaço livre.
Reserve.
Bata as claras em neve, junte as gemas e bata por mais alguns minutos.
Junte o açúcar, a margarina e bata por mais 5 minutos.
Coloque as farinhas, o fermento e vá alternando com o leite, misturando com uma colher de pau. Despeje a massa na fôrma e leve para assar em forno moderado por 20 minutos ou até dourar.
Desenforme o bolo ainda morno

Intolerância à lactose

Embora muitas vezes usados como sinônimos, é importante estabelecer a diferença entre intolerância, alergia e sensibilidade, pois suas conseqüências podem ir de um mal-estar ao risco de vida. A alergia é uma resposta do sistema imunológico a algum componente do alimento - em geral, proteínas. A intolerância trata-se de uma reação adversa que envolve a digestão ou o metabolismo, mas não o sistema imunológico. Já a sensibilidade é uma resposta anormal, que pode provocar reação semelhante à alergia.

Definição

Intolerância à lactose é a incapacidade de digerir a lactose, resultado da deficiência ou ausência da enzima intestinal chamada lactase. Esta enzima possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples,para a sua melhor absorção. Este problema ocorre em cerca de 25% dos brasileiros.

Classificação

Há três tipos de intolerância à lactose, que são decorrentes de diferentes processos. São eles:

1) deficiência congênita da enzima;

2) diminuição enzimática secundária a doenças intestinais;

3) deficiência primária ou ontogenética.

O primeiro tipo é um defeito genético muito raro, no qual a criança nasce sem a capacidade de produzir lactase. Como o leite materno possui lactose, a criança é acometida logo após o nascimento.

O segundo tipo é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre devido à diarréia persistente, pois há morte das células da mucosa intestinal (produtoras de lactase). Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase até que estas células sejam repostas.

Estatisticamente, o terceiro tipo é o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).


Causa

Devido a essa deficiência, a lactose não digerida continua dentro do intestino e chega ao intestino grosso, onde é fermentada por bactérias, produzindo ácido láctico e gases (gás carbônico e o hidrogênio, que é usado nos testes de determinação de intolerância à lactose). A presença de lactose e destes compostos nas fezes no intestino grosso aumenta a pressão osmótica (retenção de água no intestino), causando diarréia ácida e gasosa, flatulência excessiva (excesso de gases), cólicas e aumento do volume abdominal.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são náusea, dores abdominais, diarréia ácida e abundante, gases e desconforto. A severidade dos sintomas depende da quantidade ingerida e da quantidade de lactose que cada pessoa pode tolerar. Em muitos casos pode ocorrer somente dor e/ou distensão abdominal, sem diarréia. Os sintomas podem levar de alguns minutos até muitas horas para aparecer. A peristaltase, ou seja o movimento muscular que empurra o alimento ao longo do estômago pode influenciar o tempo para o aparecimento dos sintomas. Apesar de os problemas não serem perigosos, eles podem ser bastante desconfortáveis.

fonte: http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2001/grupo1/intolerancia.htm

terça-feira, 1 de junho de 2010

Cuidados com os óculos 3D


Cuidados com os óculos 3D

Ver uma produção cinematográfica através de uma tela de cinema sem dúvida é mais emocionante do que na TV da sua casa. E a ficção vem se tornando ainda mais "real", com a chegada dos óculos 3D nas salas das grandes redes.

Isso acontece porque a tecnologia de terceira dimensão dá a impressão de uma profundidade real, ao contrário do que ocorre no telão convencional. Mas a diversão, às vezes, prejudica os olhos. "O que ocorre é que o cérebro funde as imagens captadas por cada olho. Com o recurso dos óculos especiais distribuídos no cinema, as imagens projetadas são isoladas e ampliadas. Isso exige um esforço muscular, ainda mais quando a capacidade de visão de cada olho é diferente uma da outra. O incômodo não é regra, mas ele acontece em casos pontuais. Algumas pessoas relatam dores de cabeça, enxaquecas, enjôos e tonturas após o uso dos óculos", explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Mas o especialista esclarece que os óculos 3D não chegam a causar problemas de visão, às vezes servem de alerta para um problema já latente, como por exemplo, um vício de refração (miopia, hipermetropia ou astigmatismo). "Dores de cabeça e a sensação de vista cansada, sintomas apresentados pelo espectador durante o filme, podem ser decorrentes de algum problema de visão já existente e ainda não diagnosticado", confirma Centurion, que recomenda buscar um profissional nos casos citados acima.

Já a oftalmologista Fernanda Takay também alerta para o risco de transmissão daconjuntivite através do 3D, afinal, os óculos geralmente devem ser pessoais e não passar de mão em mão, pois ao falar, tossir, nós expelimos gotículas de secreção que respingam nos óculos. "Isso sem falar nas mãos contaminadas que os pegam, pois nem todos os usuários do cinema obedecem aos cuidados de higiene recomendados, após tocarem em botões de elevador, manusearem dinheiro, maçanetas de carros e portas", esclarece. Com as mãos sujas, as pessoas coçam os olhos e assim contraem uma conjuntivite, essa se espalha através dos óculos 3D, que são de uso coletivo.

Takay explica que a conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana delgada e transparente que reveste a parede do globo ocular e das pálpebras. Em geral, a doença acomete os dois olhos, perdura de uma semana a 15 dias, mas não costuma deixar seqüelas.

Sendo assim, Centurion faz um alerta. "Ao receber os óculos e antes de colocá-los, é preciso fazer uma limpeza com um lenço de papel e álcool em gel, pois nem sempre os cinemas tomam este cuidado. O ideal seria que estes óculos já tivessem seu preço embutido no valor do ingresso. Estes produtos deveriam ser descartáveis", defende. Enquanto isso não acontece, o melhor mesmo é se prevenir com simples medidas, e curtir os lançamentos sob outro ponto de vista. Quem usa óculos convencionais e lentes de contato deve colocar o 3D por cima, por mais que possa parecer estranho.

fonte: http://vilamulher.terra.com.br/cuidados-com-os-oculos-3d-11-1-60-297.html