dicas de alimentação natural, dietas especiais para celíacos, diabéticos ou com qualquer outra restrição alimentar, além de dicas para preservação do Planeta
sábado, 27 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
Médicas explicam por que pessoas soluçam e têm intolerância ao glúten
Bem Estar recebeu a gastroenterologista Vera Lúcia Sdepanian.
Pediatra Ana Escobar também falou das causas de soluço e doença celíaca.
Todo mundo soluça, seja sempre ou raramente. Alguns acreditam que “engoliram” ar, mas na verdade o problema ocorre quando o diafragma, um músculo abdominal, se contrai involuntariamente.
O Bem Estar falou sobre mitos e verdades do soluço, principalmente na hora de acabar com ele. Do estúdio, participaram a pediatra Ana Escobar e a gastroenterologista pediátrica Vera Lúcia Sdepanian, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O soluço acontece quando o nervo frênico, motor do diafragma, envia um sinal de choque ao músculo, que puxa o pulmão para baixo e força a entrada de ar pela boca. Uma rajada a 120 quilômetros por hora “atropela” a glote e faz as cordas vocais vibrarem. É aí que sai o som. Esse ar chega até os pulmões e enche os alvéolos com pressão, o que às vezes causa dor.
Segundo a dra. Vera Lúcia, soluçar mais de dois dias deve ser um sinal de alerta – o normal é que esse seja um evento pontual e passageiro. E, de acordo com a dra. Ana, essa reação não é uma defesa do organismo, como a tosse ou o espirro, mas um espasmo que enche o pulmão de ar.
O álcool também pode provocar soluço, porque irrita o estômago e o esôfago, e tudo o que irrita ou distende o tubo digestivo desencadeia esse sintoma. O frio também pode contrair a musculatura do diafragma, principalmente em bebês e crianças. Amamentá-los e aquecê-los pode resolver a situação.
Doença Celíaca

Nesses pacientes, a substância agride e danifica as vilosidades do intestino delgado, prejudicando a absorção dos alimentos. O risco genético é maior quando um familiar de primeiro grau tem a doença. E o diagnóstico pode ser feito por exame de sangue e biópsia do intestino.
O repórter João Gabriel Bressan foi até Salesópolis, a 800 quilômetros da capital paulista, para ver como a família Vendramin mudou de dieta depois que descobriu que o filho Caio, de 11 anos, não pode mais comer pizza, pão, bolacha e outros produtos com glúten. O irmão mais novo, Iago, "dá uma força" e come escondido para Caio não passar vontade.
Em um laboratório de pesquisas da Universidade de Mogi das Cruzes, os cientistas estudam formas de fazer alimentos saborosos sem glúten. No mercado, esses produtos costumam ser mais caros, mas encontrados facilmente em supermercados e lojas especializadas. Na cesta básica, o preço sobe de R$ 230 (normal) para R$ 316 (sem glúten), uma diferença de 37%.
Para saber mais sobre a doença celíaca, visite o site da Federação Nacional das Associações dos Celíacos do Brasil (Fenacelbra) e o da Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra).
Receita de bolo de iogurte sem glúten
Ingredientes
- 1 copo de 170 g de iogurte natural
- 200 gramas de creme de arroz
- 3 ovos
- Óleo de canola (medida de 1 copo de iogurte menos um dedo)
- 1 colher de sopa de fermento
- 1 pitada de sal (para as claras em neve)
- Fermento, manteiga e polvilho
Preparo
Bater as claras em neve e depois os outros ingredientes separadamente, inclusive as gemas dos ovos. Acrescentar a clara em neve e colocar o fermento em pó na massa. Em uma forma untada com manteiga e polvilhada com açúcar e canela, despejar a massa. Levar ao forno por 30 a 45 minutos em potência média.
- 1 copo de 170 g de iogurte natural
- 200 gramas de creme de arroz
- 3 ovos
- Óleo de canola (medida de 1 copo de iogurte menos um dedo)
- 1 colher de sopa de fermento
- 1 pitada de sal (para as claras em neve)
- Fermento, manteiga e polvilho
Preparo
Bater as claras em neve e depois os outros ingredientes separadamente, inclusive as gemas dos ovos. Acrescentar a clara em neve e colocar o fermento em pó na massa. Em uma forma untada com manteiga e polvilhada com açúcar e canela, despejar a massa. Levar ao forno por 30 a 45 minutos em potência média.
A receita é da culinarista Nildes de Oliveira Andrade.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Enxaqueca: especialistas indicam tratamentos para aliviar as dores
A atriz Carolinne Lima sofre com constantes enxaquecas e resolveu pedir ajuda do "Alternativa Saúde". O neurologista Oscar Bacelar sugere um tratamento preventivo e pede que Carolinne evite tomar analgésicos em excesso. Nas horas de crise, um quarto escuro sem barulho e um pouco de gelo na cabeça podem diminuir a dor. Já a terapeuta ayurvédica Cristiane Ayres recomenda chá de hibiscus e uma massagem com óleos aromáticos. Confira essas e outras dicas:
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Combate à resistência microbiana é tema do Dia Mundial da Saúde
BRASÍLIA – A proliferação das bactérias e de outros microorganismos resistentes à maior parte dos medicamentos requer atenção por parte dos governos e das autoridades médicas. É com esse alerta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o combate à resistência microbiana como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, comemorado hoje.
Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o avanço desses microorganismos ameaça a eficácia de vários tratamentos e cirurgias, como o de câncer e o transplante de órgãos. Além disso, a resistência microbiana deixa as pessoas doentes por mais tempo, eleva o risco de morte e torna os tratamentos caros. No ano passado, foram registrados, pelo menos, 440 mil casos de tuberculose multirresistente e 150 mil mortes em mais de 60 países.
“Os antibióticos estão cada vez mais incompetentes no sentido de eliminá-las”, disse ele. As superbactérias circulam, principalmente, dentro dos hospitais. Por isso, pacientes internados em unidades de terapia intensiva ou com saúde muito debilitada ficam mais suscetíveis à infecção.
Para enfrentar a resistência microbiana, o ozônio pode ser uma alternativa. O imunologista Glacus Brito desenvolveu uma pesquisa em que já conseguiu matar dez tipos de bactérias resistentes depois de ficarem cinco minutos expostas ao ozônio.
“O ozônio pode ser uma grande alternativa no controle dessas bactérias. A ação do ozônio é diferente do antibiótico. Ele rompe, fura, queima e destrói a parede da bactéria”, explicou. Dentro de dois meses, o pesquisador e sua equipe devem iniciar os testes de desinfecção de salas de cirurgia e leitos com vaporização de ozônio.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Arco-íris de sabores

Além de tornar o prato mais convidativo, diversificar as cores e os ingredientes das refeições proporciona ao corpo (e à saúde) mais harmonia
Tão poderosa quanto a fome, a visão está diretamente associada à sensação de água na boca quando deparamos com um prato apetitoso. "Os primeiros instantes desse encontro não deixam dúvida sobre o poder das cores de encantar os olhos e aguçar o paladar", afirma o chef de cozinha Fábio Barbosa, do restaurante La Mar, em São Paulo. Não é difícil entender. Basta comparar a atração exercida por um prato com arroz branco, feijão, batata e frango com outro cheio de tomate, cenoura, folhas verdes e peixe. Preferências à parte, a festa de cores proporcionada por alguns tipos de alimentos aguçam os sentidos e, rapidamente, provocam a fome.
Generosa, a mãe Natureza "pintou" hortaliças e frutas de tons vibrantes como amarelo, laranja, vermelho, roxo, verde e outras tantas nuances intermediárias. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que tamanha beleza vinha das vitaminas e dos sais minerais contidos nos alimentos. Mas, pesquisas recentes revelaram que os responsáveis por esse belo arco-íris são os pigmentos, ao todo mais de 600. Alguns alimentos vermelhos, como o tomate, são ricos em licopeno; os verdes, como o espinafre e a couve- manteiga, são abundantes em betacaroteno e luteína. "Essas substâncias são ricas em antioxidantes, inimigos dos radicais livres, agentes responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo surgimento das doenças degenerativas", diz a nutricionista gaúcha Bia Rique, autora do livro Comer para Emagrecer, uma Filosofia Nutricional (ed. Casa da Palavra).
Mais um argumento imbatível para deixarmos de lado a monotonia do prato e variar o máximo possível. E tem mais: segundo Bia, quanto mais ingerimos alimentos com diferentes tonalidades, maior o potencial antioxidante em nosso organismo.
Para não errar nessa alquimia, basta observar se suas refeições contêm no mínimo três cores e, dentre elas, as duas citadas acima - consideradas essenciais no cardápio. Caso contrário, sinal amarelo: é hora de ampliar suas escolhas.
Primeiro, coloque no prato o que você mais gosta. Depois, avalie se estão presentes os ingredientes-chave de uma boa dieta. "Grãos, carnes, leite e derivados têm macronutrientes como carboidratos e proteínas, mas não chegam nem perto do ideal", afirma a nutricionista Bia Rique. Ela ressalta que sem legumes, verduras, raízes, frutas e oleaginosas, o pacote fica incompleto. "Juntos eles agem para o bom funcionamento do cérebro, do metabolismo, e mantêm a integridade física", diz a nutricionista Vanderlí F. Marchiori, da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva.
Além disso, ao selecionarmos sabores diferentes, o visual do prato fica mais apetitoso e saudável. "Cada alimento traz nutrientes diversos, importantes para suprir as necessidades específicas do organismo e, assim, conseguir realizar suas funções de forma equilibrada", afirma a nutricionista Adriana Kachani, da Clínica Pacaembu, em São Paulo. Segundo ela, quando falta algum deles, o corpo emite os primeiros sinais de alerta: queda de cabelo, pele sem viço e unhas fracas. "Isso indica que algo está deficitário e pode até trazer complicações maiores se não for resolvido", diz Adriana.
PARA BRILHAR
Agora que você já descobriu o truque de uma alimentação equilibrada, aprenda como valorizar os tons naturais dos alimentos e deixar os pratos ainda mais bonitos e apetitosos. "Ao serem cozidos demais, alguns vegetais como brócolis, aspargos e vagem podem perder a cor", diz o chef de cozinha Fábio Barbosa, do restaurante La Mar, em São Paulo. "Por isso, o ideal é cozinhá-los ao vapor ou com água fervente e sempre moderar no tempo de cozimento", afirma.
Também vale a pena seguir a regra básica de todos os chefs: se não for servir imediatamente, pegue o alimento e coloque-o em uma panela com água e gelo para manter sua tonalidade. E, caso queira dar um brilho extra ao prato, siga a dica da chef Carole Crema, consultora da rede de restaurantes Wraps: pincele um pouco de azeite ou manteiga. Outro lembrete imprescindível: respeite o tempo natural dos ingredientes. "Veja se é época, assim você não corre o risco de comer algo sem cor e sabor", diz a chef Priscila Herrera, do restaurante Banana Verde, de São Paulo.
Em suma, siga a lei: varie, mude, observe e seja criativa. "Quando entendemos que é mais saudável, mais bonito e resgata o desejo de comer, passamos a querer brincar com as cores e os ingredientes", afirma Barbosa.
Nutricionista Beatriz Rique, representante da AODA (American Overseas Dietetic, no Brasil, e as nutricionistas Bruna Murta e Natalia Lautherbach, da rede Mundo Verde)
fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/saude/prato-convidativo-diversificar-cores-ingredientes-refeicoes-corpo-620973.shtml
domingo, 3 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Doença celíaca: que bicho é esse?
Você já reparou nas inscrições "contém glúten" ou "não contém glúten" das embalagens de alimentos? Pois é, não estão lá à toa. São fruto de uma lei que obriga as indústrias alimentícias a identificarem a presença ou ausência dessa proteína. Isso porque o glúten desencadeia uma série de problemas ao organismo das pessoas portadoras da doença celíaca, e não são poucas.
Segundo um estudo apresentado no início de 2007 pela Unifesp, que analisou o sangue de 3 mil doadores, 1 em cada 214 eram celíacos. Seguindo essa média, estima-se que no Brasil existam quase 4 milhões de portadores da doença, a maioria sem sequer desconfiar da sua existência. Um número que merece atenção, pois a doença celíaca é responsável por disfunções que vão desde desnutrição, perda de peso, osteoporose até câncer de intestino. Como os sintomas são comuns a diversos outros males, muitas vezes a pessoa não desconfia que tem a doença e passa anos enfrentando enfermidades e incômodos que poderiam ser evitados com o tratamento. Saiba quais são esses sintomas, como é feito o diagnóstico, as conseqüências da doença, o que acontece ao organismo, qual o tratamento, como pode ser a vida sem o glúten e muito mais!
Como o problema se manifesta
Não é regra, mas o sintoma mais corriqueiro da doença celíaca é a diarréia crônica. Fezes líquidas ou moles de cor clara são sinal de que alguma coisa não vai bem no sistema digestivo. Essa coisa pode ser a não absorção dos nutrientes pelas paredes do intestino delgado, provocada pela patologia. Isso vale para qualquer faixa etária. "A doença celíaca pode se manifestar tanto em bebês, adolescentes, adultos como em idosos", explica o gastroenterologista José César Junqueira, professor e pesquisador da UFRJ. Outros sintomas frequentes são perda de apetite, distensão abdominal e anemia crônica.
"Não se sabe o porquê, mas em alguns casos a prisão de ventre crônica também é sintoma da enfermidade", afirma Junqueira, completando, "certos problemas crônicos sem explicação aparente, que não respondem aos tratamentos, podem ser resultado da doença celíaca, por isso é tão importante médicos e pacientes estarem atentos a essa possibilidade", orienta. Entre tais problemas estão infertilidade feminina, abortos espontâneos de repetição, hepatite crônica, alterações de humor, apatia e até distúrbios neurológicos, como a ataxia por glúten.
"A ataxia (que provoca desequilíbrio motor, entre outras coisas) geralmente é causada por alterações do cerebelo, mas pode também ser desencadeada pela doença celíaca", explica a gastroenterologista Vera Lúcia Sdepanian, professora e pesquisadora da Unifesp, em São Paulo. "Mesmo alterações psiquiátricas como a depressão podem ser uma conseqüência, e um sintoma", ressalta.
Como o intestino absorve nutrientes e o que é a doença celíaca
Entenda o que acontece com o intestino das pessoas com doença celíaca e porque provoca tantos males
1) As paredes internas do intestino delgado possuem vilosidades que são como "braços", responsáveis pela absorção de macronutrientes como proteínas e carboidratos, e micronutrientes, como vitaminas, ferro, cálcio, entre outros.
2) Quando uma pessoa com doença celíaca ingere alimentos com glúten, essa proteína, ao checar no intestino, estimula a produção excessiva de linfócitos intraepteliais, que são anticorpos contra o glúten, principalmente os de tipo IgA.
3) Os anticorpos atuam sobre as vilosidades internas do intestino, que se atrofiam e vão deixando de desempenhar a sua função de captar os macro e micronutrientes.
4) Os nutrientes são eliminados com as fezes. Assim, não caem na corrente sanguínea e não chegam onde deveria chegar, provocando deficiências nutricionais graves.
1) As paredes internas do intestino delgado possuem vilosidades que são como "braços", responsáveis pela absorção de macronutrientes como proteínas e carboidratos, e micronutrientes, como vitaminas, ferro, cálcio, entre outros.
2) Quando uma pessoa com doença celíaca ingere alimentos com glúten, essa proteína, ao checar no intestino, estimula a produção excessiva de linfócitos intraepteliais, que são anticorpos contra o glúten, principalmente os de tipo IgA.
3) Os anticorpos atuam sobre as vilosidades internas do intestino, que se atrofiam e vão deixando de desempenhar a sua função de captar os macro e micronutrientes.
4) Os nutrientes são eliminados com as fezes. Assim, não caem na corrente sanguínea e não chegam onde deveria chegar, provocando deficiências nutricionais graves.
Onde está o glúten

Atenção fanáticos por pães, massas e cervejinha: se for portador da doença celíaca, vai ter que mudar as preferências. Isso mesmo. O glúten está presente no trigo e também na aveia, centeio, cevada, malte e nos derivados de cada um deles. Integram esse abundante grupo os pães, massas, cerveja, uísque e uma infinidade de produtos industrializados que contêm glúten em suas fórmulas.
Em 1992 foi instituída uma lei no Brasil estabelecendo que todos os produtos alimentares que possuem algum desses itens em suas fórmulas deviam trazer na embalagem a inscrição "contém glúten". Em 2003, outra lei determinou que qualquer produto alimentício deve exibir na embalagem a indicação "contém glúten" ou "Não contém glúten". O problema é que a legislação ainda não está sendo cumprida à risca, pois muitas indústrias não possuem tecnologia para realizar exames nos alimentos que identifiquem a presença ou ausência da proteína.
Na tentativa de disponibilizar essa tecnologia e viabilizar a sinalização dos produtos como pede a lei, o departamento de gastrenterologia da Unifesp montou um laboratório que realiza essa medição. "É um trabalho pioneiro no Brasil, que faz a detecção do glúten em qualquer alimento", explica Vera Lúcia Sdepanian, autora da tese de doutorado que resultou na criação do laboratório, em 1999. Assim, as indústrias enviam seus produtos para serem analisados. Se você está pensando em levar um alimento de casa para testar, desista, o laboratório não é aberto ao público em geral.
Tratamento

Não tem jeito, o único tratamento para a doença celíaca é cortar o glúten da dieta. Medicamentos, por enquanto, só em fase de pesquisa. Pesquisadores na Europa estão testando vacinas que atuariam sobre o sistema imunológico do intestino, mas são estudos que ainda precisam percorrer um longo caminho. Até lá, adeus glúten. Em um ano as vilosidades e a mucosa intestinal se normalizam e em poucos dias após corta-lo da alimentação os sintomas desaparecerem.
Parece simples, mas não é. "É difícil, sobretudo para os adolescentes, cortar o glúten da alimentação, e a doença vai se tornando crônica, os problemas vão surgindo", diz José César Junqueira. Para tornar o tratamento mais tolerável, é preciso substituir alguns alimentos favoritos. Entram aí derivados do milho, como amido de milho, farinha de milho, fubá, derivados do arroz, como a farinha de arroz, derivados da batata, tal qual a fécula de batata. "Por sorte no Brasil ainda temos a mandioca, da qual temos farinha, polvilho azedo, polvilho doce e tapioca", acrescenta Vera Lúcia.
Causas
Eis mais um misteriozinho a ser descoberto pela ciência, pois ainda não se sabe precisar uma causa, ou causas, certas para o desenvolvimento da doença celíaca. O que é possível afirmar, isso sim, é que alguns fatores predispõe para uma pessoa tornar-se celíaca. O primeiro deles é a carga hereditária, a genética. A incidência em parentes de primeiro grau é de 30%, enquanto afeta 4% dos portadores da síndrome de Down. A patologia atinge mundialmente duas vezes mais as mulheres do que os homens e também é mais recorrente em portadores da síndrome de Turner e pessoas com tireoidite.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Mais Você fala sobre autismo, uma doença genética e silenciosa
O Mais Você desta quinta, 31 de março, começou dando um alerta sobre uma doença silenciosa, genética e que atinge mais de dois milhões de brasileiros: o autismo. Para entender um pouco desse transtorno do desenvolvimento das crianças, o programa contou a história do Arthur Decnop, um menino carioca de seis anos que começou a apresentar os sintomas de autismo aos dois anos e meio. “Ele era uma criança normal. Aos dois anos de idade, ele não interagia nada. Se eu tentasse brincar com ele, ele se virava de costas”, contou a mãe Keyla Decnop.
Há mais de 70 anos, cientistas de todo mundo se dedicam a estudar aquela que é uma das mais enigmáticas desordens neurológicas: o autismo. Embora muitos avanços tenham sido feitos na área clínica, os mecanismos moleculares, genéticos e neurobiológicos desse distúrbio permanecem em grande parte desconhecidos. “Foi muito difícil aceitar o diagnóstico, foi a maior dor da minha vida. Quando eu recebi o diagnóstico, eu e meu marido ficamos quatro dias sem conseguir engolir nada, só água.", relatou Keyla.
Novos estudos, entretanto, parecem dar esperança para se recomendar tratamentos e medicamentos mais eficazes em um futuro próximo. “Eles gostam de objetos que giram, muitos gostam de ficar observando a máquina de lavar roupa, os ventiladores. Os interesses são muito restritos, ficam horas e horas fazendo a mesma coisa”, explicou o Estevão Valdaz, Coordenador do Programa de Transtorno Espectro Autista do Hospital das Clínicas de São Paulo.
No dia 2 de abril, é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a data foi criada pela Organização das Nações Unidas, a ONU, e para marcar a data, vários monumentos do mundo inteiro ficarão azuis. Aqui no Brasil, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Ponte Estaiada, Monumento às bandeiras e o viaduto do Chá, em São Paulo, estarão azuis. É para simbolizar a luta pelo bem estar dos autistas.
Sobre o Autismo
De maneira geral, as desordens de espectro autista, que englobam uma grande variedade de comportamentos e problemas sob o ponto de vista clínico, podem ser divididas em dois 'tipos' de autismo. Obviamente, essa divisão é artificial e abarca em si outras muitas pequenas variações.
1) Síndrome de Asperger. Descrita pela primeira vez pelo pediatra austríaco Hans Asperger (1906-1980), é considerada uma forma de autismo mais branda. Seus portadores apresentam os três sintomas básicos (dificuldade de interação social, de comunicação e comportamentos repetitivos), mas suas capacidades cognitivas e de linguagem são relativamente preservadas. Na verdade, alguns até mesmo apresentam níveis de QI acima da média, motivo pelo qual a criança portadora da síndrome de Asperger é comumente representada como um pequeno gênio que descobre códigos e resolve enigmas. Entretanto, a síndrome de Asperger engloba aproximadamente 20-30% dos portadores de desordens do espectro autista.
2) Autismo 'clássico'. É o tipo descrito pelo médico austríaco erradicado nos Estados Unidos Leo Kanner (1894-1981). Kanner foi o primeiro a utilizar a nomenclatura "autismo infantil precoce", em um relatório de 1943, no qual [ele] descrevia 11 crianças com comportamentos muito semelhantes.
Durante muito tempo, o autismo era considerado uma doença psiquiátrica e os portadores eram internados em manicômios. É importante que o diagnóstico seja feito nos primeiros anos de vida. Com tratamento adequado, a criança pode ter progressos na área da linguagem, da comunicação e da socialização e muitos conseguem ser independentes na idade adulta. O Hospital das Clínicas, em São Paulo, está abrindo um programa de diagnóstico e intervenção precoce do autismo. O objetivo é que até o ano que vem o hospital ofereça exames para diagnosticar o autismo em crianças com menos de três anos.
fonte: http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1656528-10344,00.html

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foi instituído pela ONU em dezembro de 2007, que definiu a data de 2 de abril como marco da mobilização mundial para mostrar que há pessoas um pouco diferentes das outras, mas que, na sua essência, são tão humanas quanto todos.
Autismo é uma palavra desconhecida para muitos. Dessa forma o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo busca esclarecer o que vem a ser o Autismo e disseminar informações sobre a importância do diagnóstico e da intervenção precoce.
sábado, 26 de março de 2011
Dezessete capitais participarão da Hora do Planeta

Criada pela ONG WWF, a Hora do Planeta é uma ação simbólica, promovida em 134 países e 3,8 mil cidades. Ideia é deixar as luzes apagadas durante sessenta minutos no sábado, 26, das 20h30 às 21h30
Por *Época NEGÓCIOS OnlineApós a confirmação das prefeituras de Salvador e Florianópolis, o Brasil terá ao todo dezessete as capitais participando da Hora do Planeta, inclusive São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Curitiba e João Pessoa, engajadas na ação que busca chamar a atenção para questões ambientais.

Crianças acendem na China velas com o símbolo da ação: o número 60
De acordo com o coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, Carlos Rittl, a Hora do Planeta é "um ato simples que busca chamar a atenção das pessoas para o cuidado que temos que ter com o planeta. A ação simbólica é um chamado para a reflexão, para o questionamento de como estamos contribuindo no dia a dia para um mundo melhor e sustentável". Na avaliação dele, no Brasil o evento também chama a atenção para questões específicas internas, como o desperdício da água e a preservação das florestas.

Nutrição funcional
Abaixo entrevista realizada pela revista Vida sem Glúten e Alergias com as nutricionistas Daniela de Almeida e Luciana Harfenist
Vida sem Glúten e Alergias. O que é a nutrição funcional?
Dras. Daniela e Luciana. A Nutrição Funcional contribui para melhorar a saúde através de uma abordagem integrativa. Compreende e harmoniza o funcionamento geral de nosso corpo, inter-relacionando o estômago, intestino, fígado, rins, cérebro, sistema de defesa, transporte e distribuição de nutrientes pelo sangue, estruturas ósseas, articulares e musculares e, ainda, interage com processos mentais e emocionais. Prioriza a individualidade bioquímica, pois cada indivíduo tem seu próprio padrão de funcionamento de suas células e suas necessidades particulares, decorrentes de suas características genéticas únicas.
Vida sem Glúten e Alergias. O que é necessário para um profissional da nutrição ser chamado de nutricionista funcional?
Dras. Daniela e Luciana. Existem cursos de Pós Graduação que podem capacitar o nutricionista nesta área.
Vida sem Glúten e Alergias. O que seria um alimento funcional? Poderia nos dar exemplos?
Dras. Daniela e Luciana. O alimento funcional é “Qualquer alimento, natural ou preparado pelo homem, que contenha uma ou mais substâncias, classificadas como nutrientes ou não-nutrientes, capazes de atuar no metabolismo e na fisiologia humana, promovendo efeitos benéficos à saúde, podendo retardar o estabelecimento de doenças crônicas e/ou degenerativas e melhorar a qualidade e a expectativa de vida das pessoas”. Exemplos: O consumo de ácidos graxos ômega 3 auxilia na manutenção de níveis saudáveis de triglicerídeos e a aveia auxilia na redução da absorção de colesterol.
Vida sem Glúten e Alergias. Quais os principais clientes atendidos pelo nutricionista funcional? (que tipo de sintomas, queixas e condições são as mais frequentemente vistas nos consultórios de um nutricionista funcional)?
Dras. Daniela e Luciana. O nutricionista funcional atende gestantes interessadas em desenvolver uma gestação saudável para o binômio mãe-filho e prevenir ganho de peso excessivo, alteração da glicemia e candidíase ; indivíduos alérgicos à procura de uma alimentação hipoalergênica; indivíduos com intestino irritável buscando melhorar os sintomas, a permeabilidade e a flora intestinal; crianças já com problemas de obesidade, alergias, constipação, colesterol e diabetes; e idosos, preocupados em melhorar sua qualidade de vida e longevidade através da Nutrição Funcional.
Trabalhamos também com alergia alimentar, Doença inflamatória Intestinal, Doença Celíaca, Doença de Crohn, Psoríase, dermatite atópica, Síndrome metabólica... Outra atividade intensa de nossa clínica é o serviço de Personal Diet Funcional, para pessoas que buscam uma mudança global na sua alimentação com o foco voltado para a garantia de uma nutrição adequada, individualizada e exclusiva com total assistência de um profissional nutricionista gabaritado. Nossos cardápios são elaborados com base na Nutrição Funcional com técnicas de gastronomia.
Vida sem Glúten e Alergias. Como são diagnosticadas as deficiências nutricionais?
Dras. Daniela e Luciana. Através de sinais, sintomas, amnamnese alimentar e exames específicos adicionais.
Vida sem Glúten e Alergias. Quais as principais deficiências nutricionais observadas entre celíacos, e quais as recomendações gerais neste caso?
O estado nutricional do Celíaco depende do momento do paciente e da sua individualidade bioquímica. Podemos encontrar pacientes com baixo peso, desnutridos e anêmicos, e outros plenamente saudáveis. Tudo dependerá do momento clínico em que o paciente se encontra (diagnóstico recente, idade, etc) e do estado da mucosa do intestino delgado (duodeno e jejuno proximal) que costuma ser a mais comprometida em função da própria doença. O Celíaco não tratado pode perder a capacidade absortiva do intestino, o que influi diretamente na absorção de várias vitaminas e minerais, como: Folato, B-12, Vitaminas A,D,E, Tiamina, Niacina, Beta-caroteno, Zinco, ácidos -graxos essenciais, Cálcio, vitamina K produzida pelas bactérias intestinais, ferro e Vit D . É muito comum também a ocorrência de intolerância ou alergia ao leite e derivados nestes pacientes.
Vida sem Glúten e Alergias. Os Srs. também atendem portadores da síndrome do autismo, que adotam a dieta sem glúten e sem caseína? Neste caso, quais as principais recomendações gerais?
Dras. Daniela e Luciana. O paciente autista pode apresentar alterações gastrointestinais, como a má digestão de certos alimentos, hiperpermeabilidade intestinal, o que facilita a passagem de alimentos mal digeridos pelo intestino, alcançando a corrente sanguínea, desencadeando reações alérgicas, e /ou inflamatórias, que podem ativar seu sistema imunológico. O sistema imunológico é mais um ponto que não pode ser esquecido no tratamento do paciente autista. Através da Nutrição Funcional podemos atuar na modulação do Sistema imunológico através de nutrientes, além de outras alternativas, como: tratamentos antifúngicos e recuperação da flora intestinal. A Nutrição para autistas dependerá da história e do desenvolvimento dos sintomas de cada paciente. Sendo assim, o tratamento nutricional destes pacientes deve ser individualizado. A retirada do glúten, do leite e derivados deverá ser realizada, com a devida substituição para se evitar carências nutricionais. Avaliamos também sinais e sintomas com a ingestão de outros alimentos possivelmente alergênicos. A desintoxicação de metais pesados também pode ser necessária em alguns pacientes autistas. Deve-se utilizar os alimentos que nossos avós também comeriam. Sendo assim, deve-se evitar todo o tipo de aditivos químicos, como: corantes, conservantes, nitratos, sódio e adoçantes. Preferir uma alimentação o mais natural possível, rica em frutas, verduras, grãos integrais e legumes, evitando a cafeína e bebidas alcoólicas.
Vida sem Glúten e Alergias. Quais as principais substituições para garantir a boa nutrição de quem não pode consumir leite?
Dras. Daniela e Luciana. O leite pode ser substituído por leite de soja, de arroz, de Quinua, por exemplo. Para adequação das recomendações de cálcio, podemos acrescentar na dieta outros alimentos fontes deste nutriente, como: brócolis, couve, gergelim, sardinha, feijão branco. Caso não se alcance as necessidades diárias, a suplementação poderá ser recomendada.
Vida sem Glúten e Alergias. Quais as perspectivas de crescimento da nutrição funcional no Brasil?
Dras. Daniela e Luciana. Com uma maior preocupação e conscientização da população por um estilo de vida mais saudável, a Nutrição Funcional veio para auxiliar neste processo, priorizando a individualidade bioquímica, de acordo com as características únicas de funcionamento celular e corporal de cada um, na busca de um estado ótimo de saúde, independente de se estar doente ou não. Ela veio atender as expectativas de uma população que busca cada vez mais saúde, nutrição personalizada e sabor.
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Daniela de Almeida
Nutricionista especializada em Nutrição Materno-Infantil e Nutrição Clínica Funcional
Coordenadora da Funcionali Consultoria em Nutrição
Nutricionista do Departamento de Nutrição e Metabologia da Sociedade Brasileira de Diabetes
Nutricionista clínica há 10 anos e nutricionista funcional há 3 anos.
Nutricionista especializada em Nutrição Materno-Infantil e Nutrição Clínica Funcional
Coordenadora da Funcionali Consultoria em Nutrição
Nutricionista do Departamento de Nutrição e Metabologia da Sociedade Brasileira de Diabetes
Nutricionista clínica há 10 anos e nutricionista funcional há 3 anos.
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Luciana Harfenist
Nutricionista especializada em Nutrição Clínica Funcional
Personal Diet Funcional
Coordenadora da Funcionali Consultoria em Nutrição
Nutricionista Funcional há 3 anos
Luciana Harfenist
Nutricionista especializada em Nutrição Clínica Funcional
Personal Diet Funcional
Coordenadora da Funcionali Consultoria em Nutrição
Nutricionista Funcional há 3 anos
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